...E talvez só os dois tivessem a cura
para a doença interminável que existia
A presença foi inevitável
o fim de uma ausência sumia
Ela perdida no próprio renascimento
enquanto ele por dentro, morria
Ele que por tanto tempo a procurou
sentiu que seu prazo havia expirado
Ela enfim se [re]encontrou
havia recém começado
Estavam sendo guiados – ambos - por um poder duplicado
A dor transformou-se em amor
passou a ter cor, calor, sabor
a nova era de um longo início
Ela levantou vôo
altura invisível de um precipício
Mergulho profundo
lento e sublime na imensidão
Ele criava frutos
como se fosse uma árvore
com suas raízes cravadas no chão
O tempo passava depressa
perdeu a relação com o espaço
Quando enfim se reencontraram
Presos tornaram-se os laços
E deixaram plenos
o tudo e o nada para tras
Paz
interna externa e eterna
era somente o que ele pedia
Ela oscilava [in]constante
entre a paixão
o medo
e a euforia
... E talvez só os dois tivessem pura
a intensa [incurável] sincronia
Que crescia infinita
lado a lado
dia a dia
Não teve cura
foi nua e crua a realidade
Ela era só energia
E ele
Apenas eletricidade
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Nó
Quando todos os feitos pareciam ter sido esquecidos
Quando todo o amor matou a posse e renasceu falecido
Quando todos os defeitos voltaram, sem ao menos terem partido;
Dias coloridos que passaram em preto e branco
Noites mal dormidas a espera de outro tanto
Relações cruas cheias de luz que perderam o brilho...
[O mistério que seduz, foi o próprio auxílio]
O encanto cultivou os encontros
Perderam-se juntos em reticências, vírgulas, pontos
Entre os cantos, sonhos, esquinas, apenas mais um conto
Ideias mortas que sumiram com o vento
Frases tortas, cretinas, suplicavam por algum sentimento
E os corpos que se perdiam nas horas
Se cruzaram de fora, para dentro
O espírito tentou sentir a alma, selvagem, visceral
A mente perdeu a calma, a viagem e o final
Marcas que voaram, invisíveis pelo ar
Cartas que somente o tempo
Seria capaz de enviar...
...E o desejo contido
No silêncio de um olhar.
Quando todos os gritos perderem a voz
Quando todos os conflitos permearem no após
Quando todos nossos contras se transformarem em prós
Os laços livres - presos - farão sentido.
Só eu, você e nós.
Quando todo o amor matou a posse e renasceu falecido
Quando todos os defeitos voltaram, sem ao menos terem partido;
Dias coloridos que passaram em preto e branco
Noites mal dormidas a espera de outro tanto
Relações cruas cheias de luz que perderam o brilho...
[O mistério que seduz, foi o próprio auxílio]
O encanto cultivou os encontros
Perderam-se juntos em reticências, vírgulas, pontos
Entre os cantos, sonhos, esquinas, apenas mais um conto
Ideias mortas que sumiram com o vento
Frases tortas, cretinas, suplicavam por algum sentimento
E os corpos que se perdiam nas horas
Se cruzaram de fora, para dentro
O espírito tentou sentir a alma, selvagem, visceral
A mente perdeu a calma, a viagem e o final
Marcas que voaram, invisíveis pelo ar
Cartas que somente o tempo
Seria capaz de enviar...
...E o desejo contido
No silêncio de um olhar.
Quando todos os gritos perderem a voz
Quando todos os conflitos permearem no após
Quando todos nossos contras se transformarem em prós
Os laços livres - presos - farão sentido.
Só eu, você e nós.
quinta-feira, 25 de março de 2010
SCREAM FOR CONTROL
Por que nós gritamos um com os outros? Em uma única palavra, satisfação.
Jogar nossa raiva sobre alguém nos dá uma sensação rápida e profunda.
Mas, como uma droga, esse comportamento vai longe e logo precisamos do próximo grito de raiva para nos colocar em forma novamente.
Hoje, quando vocês quiser gritar, ou sentir raiva, restrinja. E isso não significa que você tenha que esconder a sua raiva ou fingir que ela não existe.
Mas, simplesmente, não despejá-la sobre os que estão a sua volta.
---Daily Kabbalah Tune Up: Scream for Control [24032010]---
Jogar nossa raiva sobre alguém nos dá uma sensação rápida e profunda.
Mas, como uma droga, esse comportamento vai longe e logo precisamos do próximo grito de raiva para nos colocar em forma novamente.
Hoje, quando vocês quiser gritar, ou sentir raiva, restrinja. E isso não significa que você tenha que esconder a sua raiva ou fingir que ela não existe.
Mas, simplesmente, não despejá-la sobre os que estão a sua volta.
---Daily Kabbalah Tune Up: Scream for Control [24032010]---
quarta-feira, 3 de março de 2010
Desnutrido
Vivia numa busca
Incurável, sem remédio
Seu mal era inflável
Camuflado pelo tédio
Ele tinha vinte e três
Vinte e três longos
Enganos
Que cresciam lentamente
Toda vez no fim do ano
Seu corpo era fraco
Retraído em sua loucura
Media exatamente
Um metro e oitenta
De amargura
Buscava o equilíbrio
Sua vida era um peso
E marcava na balança
Setenta quilos
De desprezo
Desprezo pelos outros
Por si mesmo, tudo igual
Nutria um certo apego:
Dezoito centímetros
De mal!
Mau humor, desamor
Seu valor mal existia
Sentia-se indisposto
Vinte e quatro
Vezes ao dia
Vivia em um transe
Uma sina, um tormento
Seus sonhos?
Na padaria
Ele não conhecia
A não ser o alimento.
Incurável, sem remédio
Seu mal era inflável
Camuflado pelo tédio
Ele tinha vinte e três
Vinte e três longos
Enganos
Que cresciam lentamente
Toda vez no fim do ano
Seu corpo era fraco
Retraído em sua loucura
Media exatamente
Um metro e oitenta
De amargura
Buscava o equilíbrio
Sua vida era um peso
E marcava na balança
Setenta quilos
De desprezo
Desprezo pelos outros
Por si mesmo, tudo igual
Nutria um certo apego:
Dezoito centímetros
De mal!
Mau humor, desamor
Seu valor mal existia
Sentia-se indisposto
Vinte e quatro
Vezes ao dia
Vivia em um transe
Uma sina, um tormento
Seus sonhos?
Na padaria
Ele não conhecia
A não ser o alimento.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Prato [E]feito
Sumiu sem deixar rastro
Endereço e identidade
Fez de mim um objeto
Pra matar sua vontade
Pra ele, eu era rara
Caprichou na encenação
Testou a minha tara
E partiu na contramão
Seu nome era falso
Personagem triste e só
Na primeira eu já sentia
Voaria como pó
Na segunda ele mostrava
Uma certa intimidade
E sempre deixou claro
Que falava a verdade
Um tanto controverso
Ele era um impostor
Fingia ser sensível
Detestava o desamor
Perguntou-me sobre sonhos
Fiquei muda, que momento
Então ele replica:
De comer, o alimento
Parecia que era filme
Um roteiro bem canalha
Como ator era excelente
Mas a história teve falha
Uma pena, eu diria
Seu sumiço, a partida
Eu queria ele apenas
Como um prato de comida.
Endereço e identidade
Fez de mim um objeto
Pra matar sua vontade
Pra ele, eu era rara
Caprichou na encenação
Testou a minha tara
E partiu na contramão
Seu nome era falso
Personagem triste e só
Na primeira eu já sentia
Voaria como pó
Na segunda ele mostrava
Uma certa intimidade
E sempre deixou claro
Que falava a verdade
Um tanto controverso
Ele era um impostor
Fingia ser sensível
Detestava o desamor
Perguntou-me sobre sonhos
Fiquei muda, que momento
Então ele replica:
De comer, o alimento
Parecia que era filme
Um roteiro bem canalha
Como ator era excelente
Mas a história teve falha
Uma pena, eu diria
Seu sumiço, a partida
Eu queria ele apenas
Como um prato de comida.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Partido ao meio
...E então, mais uma vez ele diz "vou embora" quando na verdade, o resto de toda sua vida, viveria em solidão profunda, perdido no universo, itinerante, alma vaga, fingindo e fugindo sempre, não dos outros a sua volta mas sim, de si mesmo;
O vazio permaneceria latente por anos e a busca de um encontro perfeito com sua [própria] identidade seria ilusória, perdida, inerte...
Ele jamais se encontraria com seu passado, seu presente e muito menos com algum possível futuro. Selvagem?
A partida foi nua, crua, neutra e paradoxalmente, visceral.
Eu não tive nada a dizer;
Todas minhas frases de efeito não compensaram o poder absoluto do meu silêncio.
Ele partiu.
E eu não senti.
Foi assim, volátil, volúvel, líquido... etéreo!
Minhas últimas palavras foram jogadas com pressa num papel qualquer ao lado da cama.
Apenas um sonho;
Quando ele acordou, quem havia partido, era eu.
O vazio permaneceria latente por anos e a busca de um encontro perfeito com sua [própria] identidade seria ilusória, perdida, inerte...
Ele jamais se encontraria com seu passado, seu presente e muito menos com algum possível futuro. Selvagem?
A partida foi nua, crua, neutra e paradoxalmente, visceral.
Eu não tive nada a dizer;
Todas minhas frases de efeito não compensaram o poder absoluto do meu silêncio.
Ele partiu.
E eu não senti.
Foi assim, volátil, volúvel, líquido... etéreo!
Minhas últimas palavras foram jogadas com pressa num papel qualquer ao lado da cama.
Apenas um sonho;
Quando ele acordou, quem havia partido, era eu.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
EGO
O mínimo não mais compensa
paraíso infernal.
A lembrança sente a falta, o veneno foi letal.
O orgulho se limita estranhamente feroz
preso não só a si mesmo
mas brutalmente em nós.
Escrúpulo suficiente pra fingir o que não sente
Os dias passam
os erros ficam
cada vez mais imersos no fundo da gente...
Da alma.
Manter a calma.
O tempo é o incrível senhor da razão.
Hoje controla a certeza
amanhã liberta a ilusão.
Não há chaves que possam abrir os cadeados
saídas e entradas.
Falsas surpresas e o profundo artifício
de um vazio inacabado
Dar um basta!
Me soa tão radical.
Talvez eu mude de ideia quem sabe agora
outra hora, no meio ou final?
Pausa.
Minhas causas não tem nexo.
Não culpo o destino tão lento, intenso e complexo.
Esqueci o que eu ia dizendo.
Me dá medo de lembrar, andei perdendo palavras,
razão e um pouco de ar.
Sei que é coisa do momento, amanhã não será nada
talvez eu mude de ideia e encontre o fio da meada.
O que era não vai ser e o que é ficou para trás.
O que vem me leva a crer que o futuro se desfaz.
Encontrei argumentos, perdi o fio da meada.
Mudei de ideia, encontrei as palavras
a razão e o ar que me deixava sufocada
Ainda dispenso... todo e qualquer tipo de
alarme, ladainhas e faíscas.
As vezes eu me apago
As vezes eu me apego
As vezes eu me pego
somente em busca
de um novo alguém
que resista...
paraíso infernal.
A lembrança sente a falta, o veneno foi letal.
O orgulho se limita estranhamente feroz
preso não só a si mesmo
mas brutalmente em nós.
Escrúpulo suficiente pra fingir o que não sente
Os dias passam
os erros ficam
cada vez mais imersos no fundo da gente...
Da alma.
Manter a calma.
O tempo é o incrível senhor da razão.
Hoje controla a certeza
amanhã liberta a ilusão.
Não há chaves que possam abrir os cadeados
saídas e entradas.
Falsas surpresas e o profundo artifício
de um vazio inacabado
Dar um basta!
Me soa tão radical.
Talvez eu mude de ideia quem sabe agora
outra hora, no meio ou final?
Pausa.
Minhas causas não tem nexo.
Não culpo o destino tão lento, intenso e complexo.
Esqueci o que eu ia dizendo.
Me dá medo de lembrar, andei perdendo palavras,
razão e um pouco de ar.
Sei que é coisa do momento, amanhã não será nada
talvez eu mude de ideia e encontre o fio da meada.
O que era não vai ser e o que é ficou para trás.
O que vem me leva a crer que o futuro se desfaz.
Encontrei argumentos, perdi o fio da meada.
Mudei de ideia, encontrei as palavras
a razão e o ar que me deixava sufocada
Ainda dispenso... todo e qualquer tipo de
alarme, ladainhas e faíscas.
As vezes eu me apago
As vezes eu me apego
As vezes eu me pego
somente em busca
de um novo alguém
que resista...
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